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Thursday, July 28, 2011

O atirador norueguês e suas verdadeiras conexões

Por Luiz Gonçalves Alonso Ferreira*



Anders Behring Breivik e seus paramentos de Mestre Maçom. Foto publicada pelo próprio atirador no manifesto “2083- Uma Declaração Europeia de Independência ".








Repercutem com intensidade os trágicos episódios do atentado duplo com carro-bomba em Oslo e dos ataques a tiros na ilha de Utoya, ações terroristas coordenadas que provocaram quase 100 mortos, constituindo-se na maior tragédia vivida pela Noruega desde a II Guerra Mundial.

Na divulgação do acontecimento e seus desdobramentos, o sistema midiático internacional, recorrendo mais uma vez às tradicionais técnicas de distorções de informações – manipulando como de costume a opinião do cidadão comum e atentando contra a inteligência do observador mais atento -, insiste em apresentar o autor do massacre como um representante dos movimentos “nacionalistas” e da “extrema direita européia”, “um cristão fanático”.

Não obstante os esforços dos conhecidos formadores da “opinião pública mundial” em ludibriar os povos em benefício dos escusos objetivos da plutocracia que os mantém – explorando fatos de menor interesse e ocultando dados realmente esclarecedores -, fontes virtuais independentes trouxeram à tona subsídios que lançam luz e comprovam a existência e atuação de organizações extremistas a serviço da chamada Nova Ordem Mundial. Naturalmente, tais notícias dificilmente serão transmitidas pelos grandes veículos de comunicação atuais, devido ao papel fundamental que representam nas estruturas e mecanismos de domínio e poder do Governo Mundial.

Para um melhor entendimento das verdadeiras conexões e intenções do atirador Anders Behring Breivik é preciso antes uma breve análise da política externa norueguesa para o Oriente Médio neste último semestre:

Em janeiro de 2011, o ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros, Jonas Gahr Stoere, declarou que seu país tomaria a dianteira no reconhecimento de um Estado Palestino, num momento em que as instituições palestinas estavam sendo irrevogavelmente estabelecidas.

Em março, o Partido Socialista de Esquerda (Sosialistisk Venstreparti), de Kristin Halvorsen, atual Ministra da Educação e Formação no governo de Jens Stoltenberg, primeiro-ministro da Noruega e presidente do Partido Trabalhista, planejou votar uma medida defendendo uma ação militar contra Israel, caso o Estado Judeu decidisse efetuar um ataque ao governo do Partido Hamas, na Faixa de Gaza.

Dias antes dos atentados, o mesmo Jonas Gahr Stoere visitou a ilha de Utoya, aonde presenciou no acampamento da Juventude do Partido Trabalhista uma manifestação pedindo o boicote do governo norueguês ao Estado de Israel... (vide foto abaixo)



Nas vésperas das explosões em Oslo, noticiou-se que a polícia da capital norueguesa realizou exercícios antibomba, provavelmente por ter sido alertada sobre a ameaça de grupos contrários à política do governo.

Por quais razões informações tão relevantes para a investigação do caso não são levadas ao conhecimento público?

Consumados os ataques, percebendo a inviabilidade de atribuir aos grupos fundamentalistas islâmicos a autoria do cruel morticínio – como usualmente faz -, as principais organizações midiáticas internacionais trataram logo de imputar ao “extremismo de direita”, aos “nacionalismos” e ao “radicalismo cristão” a responsabilidade pelo desastre.

Duas são as finalidades desta manobra maquiavélica: primeira, desviar o foco da atenção pública para uma informação crucial que realmente contribua para a compreensão das causas reais dos ataques, qual seja, a do notório descontentamento do movimento sionista internacional para com as últimas posições do atual governo norueguês quanto à Questão Palestina e suas intenções de retaliação; a segunda, galvanizar o repúdio geral à nefanda ação e canalizá-lo contra as autênticas organizações nacionalistas e espiritualistas européias que, cientes do perigo representado pelo sionismo, lutam heroicamente contra a imposição do tirânico Governo Mundial e pelo soerguimento espiritual, moral, social, econômico e cultural do Velho Mundo.

Em sua venal campanha de desinformação, visando ainda encobrir elementos que desnudem a verdadeira ideologia de Anders Behring Breivik, suas secretas relações e conexões, a grande imprensa mundial tentou apresentá-lo como um desequilibrado cuja insanidade levou-a a agir sozinho. O argumento, porém, foi desmentido posteriormente pelas próprias declarações do atirador após sua prisão, nas quais garantiu gozar de plenas faculdades mentais, além de informar sobre a existência de outras células militantes de sua rede terrorista.

Inegavelmente, as investidas em duas localidades distintas - Oslo e a ilha de Utoya -, o problema logístico para o empreendimento de um ataque de tal envergadura e as elevadas perdas humanas mostram de forma inconcussa que Breivik não está sozinho e pertence a uma organização experimentada em ações militares daquela natureza.

Emilie Bersaas, 19 anos, testemunha ocular dos eventos em Utoya, disse que “os tiros vinham das mais diversas direções”, depoimento confirmado por várias outras testemunhas e sobreviventes do massacre.

Mas a quais organizações estaria ligado Breivik?

O terrorista de Oslo e Utoya era Mestre Maçom da Loja Pilares de Oslo. No manifesto intitulado “2083 – Uma Declaração Européia de Independência” - postado nos meios virtuais e a ele atribuído – são feitas 11 citações aos termos “Maçom”, “Maçons” ou “Maçonaria”, encontrando-se um endereço de uma loja online de artigos maçônicos.

A foto de Breivik trajando seus paramentos de Mestre Maçom foi inserida por ele próprio em seu Manifesto que circula na rede mundial e logo abafada sua divulgação pela mídia internacional.

Após a repercussão mundial da tragédia, o Grão-Mestre da Maçonaria Norueguesa veio a público repudiar o episódio, lamentar os mortos e comunicar a exclusão de Breivik da Ordem... Certamente o comunicado pretendia desassociar as idéias políticas do atirador às de seus irmãos de Loja e o mesmo parece ter bastado para que órgãos midiáticos, governo e as próprias autoridades públicas norueguesas colocassem uma pá de cal em torno do assunto! Contudo, utilizando-se de dois pesos e duas medidas, em sua manhosa campanha de engano público, a mesma imprensa que não faz questão nenhuma de mencionar as relações de Breivik com a Maçonaria, não mede sacrifícios em fabricar uma suposta relação entre o fanatismo sanguinário do atirador e os movimentos nacionalistas e cristãos.

Como membro de uma ordem secreta e internacional, cuja doutrina é incompatível com os Evangelhos e, portanto, condenada desde o século XVIII por bulas e encíclicas papais e mesmo por líderes protestantes; como adepto de uma seita que constitui um poder paralelo dentro dos Estados e cuja história nos três últimos séculos notabilizou-se pela conspiração contra os interesses de diversos governos e povos; portanto, como seguidor de uma organização antinacional e anticristã, Anders Behring Breivik jamais poderia ser qualificado como “nacionalista” e “cristão” autêntico.

Detalhe curioso sobre este último ponto, segundo documento colocado pelo próprio atirador na Internet, desejava ele se preparar para o massacre usufruindo dos serviços de duas prostitutas de luxo e inebriando-se em bom vinho francês! Confissão que muito dificilmente um “conservador cristão” teria o despudor de tornar pública...!

Na verdade, analisando-se a experiência de Breivik como Mestre Maçom, o conteúdo visceralmente anti-islâmico de seu discurso, as declarações pró-Palestina de alguns membros do atual governo norueguês, bem como, o fato dos alvos escolhidos terem sido jovens que pregavam medidas contrárias aos interesses do Estado de Israel, tudo leva a crer que as verdadeiras conexões do atirador fazem dele um simples instrumento – consciente ou inconsciente - dos planos maçônicos e sionistas de domínio mundial.

De fato, os problemas hodiernos relativos à imigração em massa na Europa de muçulmanos, africanos e asiáticos, a crise econômica verificada em muitos países e a perda da identidade cultural – causados sim, em grande medida, pelas políticas adotadas por governos socialistas e de centro-esquerda – têm levado muitos europeus a procurarem a solução nos partidos e/ou movimentos burgueses-liberais de centro-direita. Em sua ingenuidade política, porém, não percebem muitos deles que mesmo tais organizações caíram sob controle dos interesses maçônico-sionistas, sendo utilizadas hoje para semearem um discurso belicista que, levantando dentre outras bandeiras, justificativas pseudo-religiosas, – “cruzada” contra o perigo muçulmano, por exemplo - visa colocar a Europa Ocidental em rota de colisão direta contra o mundo islâmico. Assim como nas Américas, a cegueira política das lideranças da direita burguesa-liberal tem levado muitos europeus a servirem inconscientemente aos objetivos sionistas, quando consideram o Estado de Israel como baluarte da “democracia” no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que são condicionados a verem nas nações árabes e islâmicas apenas regimes tirânicos, ditatoriais e fundamentalistas. Aproveitando-se desta deprimente avaliação política da chamada “direita” para o Oriente Médio, são curiosamente as organizações esquerdistas que procuram oportunamente colocarem-se como apoiadoras do Estado Palestino – ainda que jamais tenham encampado uma verdadeira luta contra o sionismo, devido às raízes judaicas do socialismo/comunismo -, cooptando assim, estrategicamente, a simpatia de centenas de milhões de muçulmanos para suas causas.

Numa das fontes independentes consultadas, sugere-se que o grupo de apoio a ação de Breivik é provavelmente da mesma espécie que os envolvidos na ação terrorista conhecida como Operação Gládio, empreendida na Itália pela loja maçônica P2, no início da década de 1980. Após o atentado a bomba na estação de trem de Bolonha, que deixou 85 mortos, a polícia italiana encontrou em março de 1981 uma lista com 962 membros da P2, na qual continham:

3 ministros de governo e 43 membros do Parlamento;

43 generais e 8 almirantes;

Diplomatas, industriais, banqueiros, jornalistas e celebridades de TV.

Victor Ostrovsky, ex-agente do MOSSAD – serviço secreto israelense – escreveu que Licio Gelli, então Grão-Mestre da P2, foi aliado do MOSSAD na Operação Gládio.

O relato menciona também que chefes de serviços secretos e comandantes de polícia faziam parte da organização, fato que faz pensar sobre a estranha demora da polícia norueguesa no socorro às vitimas do atirador em Utoya, algo que vem sendo questionado por muitos num país cujos aparatos policiais estatais são considerados avançados e eficientes...

Que os povos prestem bastante atenção no desenvolvimento do caso do “louco” atirador norueguês...

No mundo todo, décadas antes e depois da II Grande Guerra, inúmeros autores apontaram os planos hegemônicos e de supremacia do movimento sionista internacional, vendo na Maçonaria um de seus principais e mais eficazes braços.

No Brasil, os integralistas não compram os gatos por lebres da grande imprensa burguesa-liberal, procurando denunciar, desde a década de 1930, as atividades antinacionais e anticristãs da Maçonaria, a qual pretende sujeitar nossa Pátria aos interesses e ditames do pérfido Governo Mundial Sionista e sua cada vez mais consolidada República Universal.


* Vice-Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira e Coordenador da Região Sudeste

Fontes virtuais independentes consultadas: http://hotterthanapileofcurry.wordpress.com/2011/07/24/anders-behring-breivik-zionism-oslo-bombings-utoya-shootings-israel/



Wednesday, November 10, 2010

O que é a Democracia Orgânica




Por Luiz Gonçalves Alonso Ferreira


Movidos por ignorância ou má fé, acusam alguns espíritos superficiais os integralistas de se posicionarem contra o voto e defenderem a implantação no Brasil de uma ditadura de tipo fascista.
Nada mais falso.
Na verdade, tais vilanias, dentre tantas outras assacadas contra os seguidores da doutrina do Sigma, nada mais são do que fruto do ódio cego cultivado pelos tradicionais adversários políticos do Integralismo, única corrente de idéias que representa hoje em nosso país, através da Frente Integralista Brasileira (FIB), a legítima reação ao moribundo regime liberal-burguês e às falsas oposições de cunho socialista e/ou comunista.
Em seus ataques irracionais, desconhecem ou se esquecem os detratores do Integralismo que este movimento, na crítica que sempre realizou à liberal-democracia, jamais se colocou, em toda sua trajetória história e política, contra a própria Democracia, em sua concepção mais ampla. Pregou e continua pregando, isto sim, seu aperfeiçoamento, através da superação do Estado de caráter liberal-burguês – anacronismo do século XVIII, cujos erros e males vêm se acumulando nos últimos trezentos anos - pela construção de uma forma mais perfeita de Estado, fundamentada sobre os princípios da Democracia Orgânica – idéia nova dos séculos XX e XXI - proposta no Brasil pelo gênio político de Plínio Salgado (1895-1975). Da mesma forma, jamais se declarou o Integralismo contra o voto, propugnando, isto sim, sua valorização, pela defesa de uma urgente reforma no sistema representativo brasileiro, que conceda funções legislativas ás representações de classe, ou seja, aos setores produtivos que contribuem verdadeiramente para a riqueza material, cultural, moral e espiritual da nação.
Mas, num plano geral, no que consiste a Democracia Orgânica?
Para o bom entendimento da proposta, de forma didática, Plínio Salgado comparava o funcionamento do Estado com o funcionamento do próprio corpo humano. Neste, cada órgão cumpre uma atividade específica e, conjuntamente, cooperam todos para a realização plena de nossas funções vitais. Se acometido por alguma enfermidade, um órgão passa a desempenhar mal seu trabalho, não somente ele, mas todos os demais órgãos sentirão sua debilidade. Assim como na vida biológica, o mesmo ocorre na vida social. Os trabalhadores – do capital, do trabalho, da inteligência -, órgãos da nação, cada qual em sua área de atuação, competem todos para o progresso e desenvolvimento do país. Se as necessidades básicas de qualquer setor produtivo não forem atendidas, resultará que, observando-se as relações de interdependência, a saúde do organismo social, toda ela, ficará comprometida.
Nesta visão integral, os grupos profissionais devem ser reconhecidos pelo Estado conforme sua importância para a sociedade, pois são eles os lídimos construtores da riqueza nacional. O atual sistema de representação é falho e inviável precisamente por ignorar e desdenhar a relevância social dos setores produtivos, não considerando suas justas aspirações. O erro provém da Revolução Francesa, cujo preconceito iluminista e burguês contra as instituições da Idade Média abolira as antigas corporações de ofício, as quais regulavam e organizavam o trabalho, representando-o à época junto aos centros de decisão política. Com o surgimento dos partidos políticos – idealizados como organismos artificiais de representação para remediar a situação -, elementos intermediários foram criados, isolando governo e trabalhadores. Estes passaram a designar para as funções legislativas homens que, pertencendo a profissões diferentes, jamais poderiam defender de forma satisfatória os interesses de seus eleitores. Era instituído então o voto deslocado, perdido. Considerado em sua expressão meramente numérica, ele não estabelecia uma base de correspondência entre o que votava e o que era votado. O erro perdurou. E, até os dias atuais, vemos, por exemplo, um professor elegendo um médico para cuidar de seus interesses, um comerciante elegendo um advogado, um agricultor elegendo um industrial, etc. O absurdo é maior se dirigirmos nossa atenção para os altos escalões dos governos: ministérios e secretarias, muitos deles estratégicos, são reservados a indivíduos que, sem familiaridade alguma com as áreas para as quais foram destinados – por não terem formação nelas -, recebem pastas levando-se em conta apenas o mesquinho critério da filiação partidária. No corpo humano, tal descalabro seria como se o fígado quisesse realizar as tarefas do coração ou os rins as do estômago. Um Estado assim, funcionando em descompasso, dificilmente estará apto a sanar os problemas relativos ao Trabalho. Pelo contrário: distanciando o governo dos setores produtivos da nação – daí a origem dos sindicatos, forma legítima encontrada pelos trabalhadores para fazerem valer seus direitos - viverá sempre em clima de tensão social, preparando terreno fértil ao avanço de movimentos defensores de filosofias políticas negativistas, que trabalham com oportunismo na exploração da lutas de classes, através da manipulação dos órgãos de representação profissional.
Para restaurar o equilíbrio entre governo e trabalhadores, Plínio Salgado considerava justo o Estado delegar funções legislativas ás representações de classe, com o estabelecimento das chamadas Câmaras Orgânicas. Nos EUA, foi o ex-bispo de Nova Iorque, Fulton Sheen quem, defendendo a idéia, justificava-a com um argumento poderoso: “Há mais motivo de identidade de interesse entre um ferroviário da Califórnia, no Pacífico, e outro em Nova Iorque, no Atlântico, do que entre duas pessoas que, residindo na mesma cidade – e até votando na mesma seção eleitoral, acrescentamos nós - são de profissão diferente”.
Inúmeros pontos contam a favor da Câmara Orgânica. De fato, mais que os partidos políticos, são os grupos profissionais os que, pela experiência cotidiana, detém o conhecimento e a capacidade técnica necessários para empreender projetos e leis eficientes, viabilizando soluções efetivas para os mais variados problemas nacionais. A qualidade intelectual de nossos representantes aumentaria. A Câmara Orgânica conciliaria as relações entre Capital e Trabalho, ao garantir assento tanto a empregados quanto a empregadores que, compartilhando dos mesmos poderes e atribuições, estariam representados em igualdade de direitos. Combateria a corrupção: os grupos econômicos deixariam de pressionar os políticos, sugestionando-os financeiramente com propinas ou doações para campanhas, pois os grupos profissionais seriam elevados na vida nacional como membros efetivos de participação política. Limitando-se em épocas eleitorais a campanha e propaganda política aos círculos mais restritos das representações de classe, os recursos necessários para cobrir os gastos com campanhas milionárias – note-se a atualidade do problema – perderiam seu sentido. Candidatos humildes e capazes teriam mais condições de expor suas idéias e elegerem-se.
Naturalmente, não obstante a perenidade e imutabilidade de seus valores doutrinários essenciais, reconhecem e reafirmam os integralistas o caráter prospectivo e dinâmico da História, o que determina - na marcha empreendida pelo movimento em pleno século XXI, bem como, na complexidade do tempo que ora vivemos - a necessidade da constante revisão e atualização de seus valores acidentais.
Dessa forma, com a Democracia Orgânica, não colimam os integralistas a extinção dos atuais partidos políticos, mas sua continuidade e fortalecimento. Tampouco menosprezam a importância do voto, mas valoriza-o, dando-lhe um real significado, ao ligar o eleitor a um candidato inserido em sua categoria profissional e, portanto, identificado com seus justos anseios e aspirações.
Assim, dentre várias propostas estudadas pelos integralistas para a efetivação da Democracia Orgânica e o voto profissional, destaca-se, por exemplo, a da necessidade da estruturação no seio das organizações político-partidárias das representações de classe, que elegeriam para as Câmaras e Assembléias Técnicas os candidatos inscritos em suas legendas. Estes, por sua vez, passariam a desempenhar suas funções legislativas de acordo com a orientação doutrinária e programática de seus respectivos partidos. Nos pleitos internos dos partidos, os representantes de classe reunidos na mesma legenda política, poderiam eleger os dirigentes da agremiação nas três esferas: municipal, estadual e federal.
Como se vê, longe de se constituir um modelo acabado, a instituição da Democracia Orgânica deve obrigatoriamente ser precedida por uma ampla discussão nacional sobre sua organização e funcionamento, a qual convidam os integralistas os mais amplos setores pensantes da sociedade brasileira – juristas, imprensa, professores, cientistas políticos, etc. – e mesmo seus adversários no campo político.
Num momento em que a sociedade brasileira acaba de comparecer às urnas para a escolha de seu novo Presidente da República, triste é constatar, nos diversos debates políticos travados entre os candidatos – tanto em primeiro quanto em segundo turno –, a total ausência de propostas concretas para as principais reformas reclamadas pela nação. Dentre elas, a elaboração de um novo sistema representativo para o país é certamente a mais ignorada, embora das mais urgentes.
Reorganizados no século XXI, são os integralistas hoje a única corrente de pensamento e ação política que se apresenta como portadora de uma proposta clara, eficaz e verdadeiramente revolucionária para o problema.
Nesta luta pelo estabelecimento da Democracia Orgânica, nós, da Frente Integralista Brasileira, pedimos o apoio e a participação de todos os trabalhadores, de todos os setores produtivos da nação, infelizmente negligenciados e desvalorizados pelas falhas e omissões de um sistema representativo que opera tão somente em benefício dos caciques dos partidos, dos politiqueiros profissionais e dos grupos plutocráticos que os apóiam.