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Saturday, August 06, 2011

Ao correr da caneta (4)

Ao correr da caneta (4)*




Recente pesquisa do insuspeito IBOPE demonstrou que a maioria dos brasileiros é contrária à união entre pessoas do mesmo sexo e à decisão do STF que, violando não só a Constituição, mas também a Lei Natural, a Ordem Natural, a Lei Eterna e a Lei Divina Positiva, considerou que os pares homossexuais podem ser considerados “entidades familiares”. A baixíssima audiência da telenovela Amor e Revolução, do SBT, que não apenas deturpa vergonhosamente a História Pátria, achincalhando as Forças Armadas da Nação e fazendo a apologia do comunismo e do terrorismo, mas também promove o homossexualismo, igualmente demonstra que o povo brasileiro rejeita este vício de tão nefastas consequências no campo moral e social. O mesmo podemos dizer do desagrado de parte considerável do público da novela Insensato Coração, da Rede Globo de Televisão, com a apologia que este folhetim televisivo vem fazendo do homossexualismo e do nefasto PLC-122, que pretende criminalizar qualquer crítica ao homossexualismo, sendo por isso chamado por alguns de “lei da mordaça gay”.

Para nós, a verdadeira e autêntica Democracia não tem sua base na vontade da maioria, na tirania do número, no despotismo da quantidade, mas sim em Deus, Princípio e Fim de todas as coisas e Destino Supremo da Pessoa Humana, se inspirando nos perenes ensinamentos do Evangelho. Para nós não há que se falar, outrossim, em leis contra aquilo que é justo por natureza e de acordo com a Lei Eterna e a Lei Divina do Decálogo e dos santos Evangelhos, ainda que contem tais leis com o beneplácito das multidões. Daí afirmarmos que mesmo que contasse com o apoio da maior parte dos brasileiros, o que felizmente não ocorre, não seria justa a equiparação da união homossexual ao casamento e à família, do mesmo modo que jamais será uma verdadeira Democracia o país que violar a Ordem Natural e qualquer uma das leis que antecedem as leis humanas.

Mesmo, porém, aqueles que ainda acreditam no velho e mofado mito liberal-democrático da “vontade popular soberana e onipotente” e em outras quimeras que infelizmente ainda norteiam a vida política nacional certamente também não aceitarão o “casamento” ou a “família” homossexual e deverão proclamar, conosco, que não há Democracia no Brasil, ainda que seus argumentos, ao contrário dos nossos, não se baseiem na Religião, na Moral, no Direito, na História e na Sociologia, mas sim na opinião expressada pela maioria. E cumpre ressaltar que tomamos o homossexualismo apenas como exemplo, havendo na hora presente diversos outros exemplos de atos e fatos contrários à Moral e à Natureza e, como tais, altamente prejudiciais ao Bem Comum, e também rejeitados pela maior parte da população brasileira, mas que os últimos (des)governos vêm tentando impor. O PNDH-3, do (des)governo do autoproclamado Partido dos Trabalhadores, está cheio de tais exemplos, assim como já estavam os PNDHs 1 e 2, que remontam ao (des)governo FHC.

Assim, tanto nós outros, adeptos da autêntica Democracia, da Democracia Orgânica, da Democracia Cristã de um Toniolo e de um Leão XIII, de um Cardeal Cerejeira e de um Plínio Salgado, quanto os adeptos da liberal-democracia, cujos erros não cansamos de denunciar e que consideramos a praga destruidora da verdadeira Democracia, concordaremos em afirmar que a Democracia não existe no Brasil de nossos dias. Para nós outros, adeptos da autêntica Democracia, há ainda a agravante no sentido de que o atual (des)governo, como, aliás, todos os que temos tido há décadas, não promove efetivamente a Justiça Social, servindo, antes e acima de tudo, aos interesses dos grandes grupos econômicos e financeiros internacionais.

Já que falamos em Justiça Social, julgamos oportuno recordar, para o governo de certos “liberal-conservadores”, que tal termo foi cunhado pelo jesuíta italiano Luigi Taparelli D’Azeglio, magno mestre tomista do Direito Natural, para quem tal forma de justiça nasce espontânea da ideia do Direito, devendo “igualar de fato todos os homens naquilo que diz respeito aos direitos de humanidade” [1]. E já que falamos dos “liberal-conservadores”, reputamos relevante sublinhar que é triste ver tantos cristãos se proclamarem discípulos do judeu Von Mises e do ateu Von Hayek, críticos abertos da Doutrina Social da Igreja, e julgando poder servir a um só tempo a Deus e a Mamon, a Cristo e ao Bezerro de Ouro, bem como defender os tradicionais valores cristãos e ao mesmo tempo o sistema liberal-capitalista, principal destruidor de tais valores.

Era isto o que tínhamos a dizer.



Por Cristo Rei e pela Terra de Santa Cruz!

Victor Emanuel Vilela Barbuy, São Paulo, 03 de agosto de 2011.

[1] TAPARELLI, Luigi. Saggio teoretico di Dritto Naturale appoggiato sul fatto. Livorno: Vincenzo Mansi Editora, 1843, p. 151.


* Publicado na edição da Gazeta de Jarinu de 05 de agosto de 2011

Friday, July 29, 2011

Ao correr da caneta (3)

Ao correr da caneta (3)*

Estão sendo julgados em Arapiraca, Alagoas, três religiosos acusados de prática de pedofilia e que, na verdade, pelo que lemos do caso, não são pedófilos mas sim homossexuais, devendo, pois, ser exemplarmente punidos pela Igreja mas não podendo ser presos por isso, uma vez que nosso ordenamento jurídico não proíbe o homossexualismo.

A grande imprensa, há muito comprometida com as forças de destruição da Fé verdadeira e das tradições cristãs, procura explorar o fato em prejuízo da Santa Igreja, como sempre tem feito, aliás, em todos os casos envolvendo acusações de pedofilia contra sacerdotes católicos. O que a grande imprensa não diz, porém, é que o número de casos de pedofilia na Igreja é bem menor do que na Sociedade em geral. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, segundo estudo do John Jay College, da City University de Nova Iorque, entre 1950 e 2002, entre vários milhares de condenados por pedofilia naquele país, houve apenas cinquenta e quatro sacerdotes católicos. Ademais, segundo estudo do Professor Philip Jenkins, caso comparemos a Igreja Católica dos EUA às principais denominações protestantes daquele país veremos que a presença de pedófilos é de duas a dez vezes mais alta entre os pastores protestantes do que entre os sacerdotes católicos, o que, com efeito, demonstra que o fim do celibato clerical não implicaria o fim da prática de pedofilia por sacerdotes.

Havendo feito referência aos espúrios ataques da grande imprensa à Igreja, nos lembramos de outro caso recente, que diz respeito às denominadas células-tronco embrionárias. A grande imprensa pintou as pesquisas com tais células como se essas fossem a panaceia, o remédio contra todos os males, assestando rudes golpes na Igreja, acoimada de obscurantista e inimiga do progresso. O que a grande imprensa não falou, porém, é que todos os resultados obtidos pela Ciência a partir das pesquisas com as células-tronco embrionárias se mostraram pífios, sendo que todos os casos de cura – algumas vezes atribuídos pela grande imprensa burra ou mentirosa às células-tronco embrionárias – foram na verdade obtidos a partir das células estaminais, também conhecidas como células-mãe, ou germinativas, e a partir das denominadas células-tronco adultas. Uma vez que as pesquisas com células estaminais e com células-tronco adultas não atentam contra a Vida e a Ética, a Igreja não as proíbe, muito pelo contrário.

Já havíamos concluído a redação deste singelo artigo, quando fomos informados de que o terrorista norueguês Anders Behring Breivik, apontado pela grande imprensa como “nacionalista” e “cristão fundamentalista” é na realidade maçom, liberal e defensor acérrimo da causa sionista. Isto é só mais uma demonstração da ignóbil campanha que a grande imprensa faz pela destruição de todos os valores sadios.



Por Cristo Rei e pela Terra de Santa Cruz!

Victor Emanuel Vilela Barbuy, São Paulo, 26 de julho de 2011.

*Publicado na edição da Gazeta de Jarinu desta sexta-feira, 29 de julho de 2011.

Thursday, April 14, 2011

Algumas considerações sobre o caso Bolsonaro

Por Victor Emanuel Vilela Barbuy

Jair Bolsonaro

No último dia 28 de março, no quadro O povo quer saber, do programa CQC, da Rede Bandeirantes de Televisão, a cantora Preta Gil perguntou ao Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) o que este faria caso um filho seu se apaixonasse por uma negra e o parlamentar respondeu que não discutiria “promiscuidade” com ela ou com quer que fosse. O episódio, como é bem sabido, repercutiu em todo o País. Bolsonaro foi acusado de racismo, sendo cogitada mesmo a sua cassação sob tal alegação, e houve manifestações a favor e contra o deputado.

Sinceramente convencidos da inocência do Deputado Jair Bolsonaro do crime de racismo e tendo praticamente absoluta certeza de que, ao responder à pergunta de Preta Gil, julgava ele estar tratando do problema do homossexualismo, anteriormente ventilado no mesmo quadro daquele programa televisivo, nós outros nos opomos à sua cassação e a quaisquer outras sanções que possa sofrer. Isto não significa, contudo, que apoiemos todas as ideias de Bolsonaro, pois, ainda que concordemos com o deputado no que diz respeito, por exemplo, à Revolução de 31 de Março de 1964 e ao problema da pederastia – embora, ao contrário dele, profundamente embasados religiosa, filosófica e sociologicamente – nos opomos radicalmente ao aborto e ao controle de natalidade – que Bolsonaro, lamentavelmente, defende -, denunciando rigorosa e vigorosamente o caráter eminentemente amoral, antitradicional e antinacional da chamada “cultura de morte”, que vem se alastrando por todo o Ocidente nestes tempos nefandos de materialismo e de desagregação moral, ética, cultural e social. Lamentamos, por fim, a profunda ignorância que o Deputado Jair Bolsonaro tem a respeito de muitos valores do povo brasileiro, em particular aqueles relacionados às nossas tradições cristãs, bem como com relação ao próprio Integralismo.

Enfim, embora não concordemos com o Deputado Bolsonaro em diversas questões, consideramos que ele tem se mostrado a única voz ativa na Câmara dos Deputados contra projetos de lei e ações cuja única finalidade é a destruição da Família e da Nação Brasileira, a exemplo do PLC 122, do “Kit Gay” e de outras aberrações, incluindo as denominadas cotas raciais, que não representam senão a institucionalização do racismo em nosso País. E esperamos sinceramente que, em um futuro próximo, o deputado reveja suas posições sobre temas como o aborto e o controle de natalidade, e que conheça melhor as tradições pátrias e, é claro, a Doutrina do Sigma.

Victor Emanuel Vilela Barbuy,

Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira

São Paulo, 13 de abril de 2011.