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Sunday, December 25, 2016

Mensagem de Natal e Ano-Novo

Companheiros! Homens e mulheres de todas as regiões e províncias deste vasto Império da Terra de Santa Cruz! Tendo, uma vez mais, a honra e o privilégio de vos dirigir a palavra no limiar de um Natal e de um Ano-Novo, que, segundo esperamos, serão mais abençoados, santos e felizes do que aqueles que os precederam, sublinhamos que o ano de 2016 foi de considerável progresso para o Integralismo e a Frente Integralista Brasileira. Com efeito, o Movimento e a Doutrina do Sigma conquistaram, no ano que ora termina, inúmeros novos adeptos e simpatizantes em todo o País e mesmo fora de suas fronteiras e a Frente Integralista Brasileira se robusteceu enquanto escola de civismo, de cultura e de política e como guardiã do rico legado cultural e moral de Plínio Salgado e da Ação Integralista Brasileira (AIB), assim como de outras instituições integralistas do passado, a exemplo do Partido de Representação Popular (PRP), da Associação Brasileira de Cultura (ABC) e da Confederação dos Centros Culturais da Juventude (CCCJ).
No ano de 2016, celebramos os noventa anos do romance O estrangeiro, de Plínio Salgado, obra que se constitui no maior romance e poema em prosa do Modernismo Brasileiro e num dos cimos da Literatura Pátria, bem como os oitenta e quatro anos do Manifesto de OutubroCarta Magna do Integralismo e um dos mais importantes documentos da História do Brasil. A recém-lançada edição de novembro-dezembro do prestigioso jornal cultural O Lince, de Aparecida-SP, traz um singelo estudo de nossa lavra sobre a grande e criminosamente olvidada obra com que Plínio Salgado abriu sua monumental trilogia Páginas da vida brasileira (O estrangeiro). O mesmo periódico deu à estampa, recentemente, um belo cordel da autoria de Laurindo Gomes Maciel sobre a visita   de Plínio Salgado à Bahia, em 1949. Um dos maiores cordelistas sertanejos de todos os tempos, o paraibano Laurindo Gomes Maciel, radicado no interior da Bahia, foi, ademais, um dos muitos poetas patrícios que aderiram ao Integralismo, ao lado, dentre outros, de Tasso da Silveira, Ribeiro Couto, Gerardo Mello Mourão, Augusto Frederico Schmidt, Dantas Mota, Francisco Karam, Vinícius de Moraes, Catulo da Paixão Cearense, Francisco Luís de Almeida Salles, J.G. de Araújo Jorge, Alfredo Leite, do Conde de Afonso Celso e do próprio Plínio Salgado, que foi, antes de tudo, um magno poeta em prosa.
As referidas publicações são apenas um exemplo das diversas publicações que, no ano cujo ocaso ora assistimos, levaram a mais brasileiros um pouco da verdade sobre o brilhante escritor e pensador que foi e é Plínio Salgado e esse admirável movimento cívico-político cristão, realista, patriótico, tradicionalista e sadiamente nacionalista que foi e é o Integralismo.
Esperamos, porém, do fundo de nossa alma, que o ano de cujo limiar nos aproximamos seja ainda mais profícuo para a difusão de nossa verdadeira História e de nossos verdadeiros e nobres ideais, pelo bem da Nação Brasileira. Do mesmo modo, esperamos que, no ano da Graça do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2017, a Frente Integralista Brasileira, principal porta-voz da autêntica Doutrina Integralista no Brasil da hora que passa, cresça muito mais do que cresceu no ano cujo fim se aproxima e que cresça ainda mais a benéfica influência do Integralismo na vida cultural, social e política deste vasto Império da Terra de Santa Cruz/Brasil.
Como já evocamos por mais de uma vez, ao saudar Plínio Salgado, por ocasião de uma conferência que este realizou na então verdadeiramente católica Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, aos três dias do mês de agosto do ano de 1953, o Professor Heraldo Barbuy, ilustre filósofo, sociólogo e escritor paulista, examinando a fecunda obra de Plínio Salgado como escritor, pensador e homem de ação, observou que a Doutrina Pliniana se havia tornado, então, mais do que nunca, necessária. E se tornara necessária por firmar os verdadeiros conceitos do Homem, da Sociedade e do Estado.[1]
Na hora presente, ainda mais do que nos albores da década de 1950, é necessária a Doutrina Pliniana para o nosso Brasil e para o Mundo e esperamos que, em 2017, mais pessoas se deem conta disso, vencendo os preconceitos equivocados que por ventura tiverem em relação a esta nobre Doutrina, essencialmente cristã e patriótica, que, como frisou Tasso da Silveira, é “profundíssima” e “supremamente realista”, no sentido de que se encontra em perfeita adequação com a realidade nacional brasileira.[2]
Esperamos que, no ano que brevemente principiará, a nossa Terra de Santa Cruz, sob as bênçãos de Cristo, Imperador do Universo e Divina Fonte de Água Viva, consiga, finalmente, apesar de seu fraco governo, vencer a grave crise econômica que há anos a infelicita, e que possa caminhar no sentido de vencer as ainda mais graves crises política, social e, principalmente, moral que há ainda mais tempo a infelicitam. Esperamos, ainda, que seja freado o ativismo judicial, responsável há pouco por uma decisão que, desrespeitando a Lei Eterna, a Lei Natural, a Lei Divina e a Lei Humana Positiva, julgou válido o assassínio de crianças no ventre materno até o terceiro mês de gestação.
 Ao vos dirigir, uma vez mais, a palavra no umbral de um novo Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo e do princípio de um novo ano da Era Cristã, não podemos deixar de proclamar, novamente, a realeza de Cristo, Mestre dos Mestres e Rei dos Reis, Imperador do Universo e princípio e fim de todas as coisas, fazendo nossas, pois, as seguintes palavras deste tão brilhante quanto desconhecido e injustiçado pensador cristão, católico patrício que foi e é Plínio Salgado: 
Seja (...) a exaltação da realeza de Cristo o coroamento destas palavras. Eu a proclamo, do fundo da minha pequenez, com o ardor de um soldado. E como soldado vos convido, ó homens do meu tempo, a aclamarmos o Cristo-Rei, por cujo Reino devemos ir à luta, uma luta diferente, porque não seremos portadores de morte, mas de vida; nem de aflições, mas de consolações, nem de crueza, mas de bondade.
E Vós – ó Jesus, a quem tanto amamos, e que estais tão abandonado pelas nações no século dos horrores, como Vos prefigurou na tábua apocalíptica o pintor neerlandês [Van Aeken, o Bosch] – recebei o nosso preito de soldados fiéis, e socorrei-nos em nossas fraquezas, para que possamos cumprir quanto desejamos, no empenho de Vos bem servir; pois incapazes somos nós sem Vossa Graça, mas se não faltardes com Ela, ainda que hajamos de cair muitas vezes, outras tantas nos levantaremos, de sorte que, nas horas perigosas, nas horas decisivas e, principalmente, na hora extrema, por Vós, sempre por Vós, estaremos de pé![3]
Tendo observado que Plínio Salgado foi e é um brilhante pensador cristão, católico, e sabendo que infelizmente há, nos meios católicos brasileiros, alguns detratores desse magno adail da Fé e cavaleiro do Brasil Profundo, que, diga-se de passagem, nunca leram suas obras e apenas repetem, como papagaios, velhas e surradas acusações absurdas contra ele e sua Doutrina, julgamos ser necessário ressaltar que, como salientou Francisco Elías de Tejada, Plínio Salgado levantou, em toda a sua obra, duas colunas solidíssimas, Cristo e o Brasil.[4]
Do mesmo modo, faz-se mister sublinhar que Plínio Salgado proclamou claramente sua adesão à filosofia de Santo Tomás de Aquino, a quem, em seu entender, devemos seguir como modelo de pensamento e de ação prática,[5] havendo, ainda, deixado bem claro seu entendimento de que a Santa Igreja Católica, sob a liderança visível do Papa, que o Cristo “nos deu por amantíssimo pastor e guia”, é a única Igreja verdadeira e a única esperança para o mundo em ruínas em que vivemos,[6] não podendo, com efeito, se instituir ou manter nenhuma ordem duradoura sem que a Igreja de Cristo – “depositária e fonte de toda a verdade que flui da palavra do Redentor” – seja “ouvida, acatada e respeitada”.[7]
Esta última posição, evidentemente, não impediu Plínio Salgado de lutar, no campo cívico-político, ao lado de brasileiros de outras confissões religiosas, de acordo com os apelos do Papa Pio XI no sentido de unir, no plano político, na luta contra o materialismo, todos aqueles que creem em Deus e na imortalidade da alma, ou, noutras palavras, todos os espiritualistas,[8] e com o apelo de seu sucessor, o Papa Pio XII, no sentido de unir, no mesmo plano, os católicos àqueles que, embora fora das fileiras católicas, concordem com os princípios da Doutrina Social da Igreja.[9]
Havendo citado, há pouco, magníficas palavras de Plínio Salgado, em exaltação da realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo, numa das mais belas páginas da obra Primeiro, Cristo!, reputamos ser necessário enfatizar que foi com imenso júbilo que recebemos, há algum tempo, a notícia da consagração do Peru ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, pelo presidente daquela pátria irmã, Pedro Pablo Kuczynski, e, pouco depois, as notícias do reconhecimento de Cristo como rei da Polônia, em ato de que participou o presidente daquela nação, Andrzej Duda, e da consagração da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria, pelo Patriarca ucraniano greco-católico, Sviatoslav Shevchuk, durante uma cerimônia na cidade portuguesa de Fátima.
Como assinalamos algures,[10] nós outros, soldados de Cristo Rei e Redentor e da Imperial Nação Brasileira, hoje como ontem, temos a coragem de remar contra a corrente materialista e anticristã da hora que passa, erguendo bem alto a Cruz de Cristo e a bandeira azul e branca do Sigma e fazendo nossos os lemas “Primeiro, Cristo!”, de Plínio Salgado,[11] e “Tudo instaurar em Cristo” (Intaurare omnia in Christo), do Papa São Pio X,[12] este último tirado da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Efésios (Ef. 1, 10). Isto porque, como prelecionou o autor da Vida de Jesus, de Primeiro, Cristo! e de O Rei dos Reis, “Deus é a medida do Homem”,[13] assim como de todas as coisas, e “o problema do mundo é espiritual”,[14] sendo nosso dever proclamar o Primado do Espiritual sobre o político e o econômico,[15] e, por conseguinte, igualmente proclamar, como o magno pensador, escritor e líder político patrício, que a salvação do Mundo se dará pela santificação das almas[16] e que “Jesus, o Cristo, o Filho de Deus Vivo, Mestre incomparável e Redentor do Mundo – é a chave de todos os problemas humanos”.[17]
Ainda conforme sublinhamos alhures,[18] nós outros, que, como Plínio Salgado, lutamos, com todas as nossas forças, pelo Reino de Cristo Rei, por quem sempre estaremos de pé,[19] e que, ainda como o nosso Chefe Nacional, gritamos, também com todas as nossas forças, “que só a soberania de Cristo trará a verdadeira liberdade, conforme aos católicos da Colômbia disse Pio XII”,[20] voltamo-nos, nesta véspera de Natal, para o Cristo, que é, como diz o Evangelho de São João, “o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14,6), bem como “o pão da vida” (João 6,35) e a fonte de “água viva”, capaz de saciar para sempre toda a sede de quem a bebe (João 4,10-14). E nos voltamos ao Filho do Homem, ao Divino Mestre, em cujas lições sempre procuramos nos inspirar, neste tempo em que impera, em todo o Orbe Terrestre, a inversão dos valores e a confusão dos espíritos, por termos plena certeza de que, consoante escreveu Plínio Salgado, na Carta de Natal e Fim de Ano, de 1935, é na lição de Jesus Cristo e apenas nela que podemos encontrar “a verdadeira linha do Estado, da Sociedade, da Família e do Homem, segundo suas finalidades próprias, seus limites próprios, sua própria essência”.[21] Daí proclamarmos, novamente como o grande apóstolo e bandeirante de Cristo Rei e Redentor e do Brasil Integral que foi e é Plínio Salgado, que o Estado Integral, a um só tempo anti-individualista e antitotalitário, que desejamos edificar na Terra de Santa Cruz, é “o Estado que vem de Cristo, inspira-se em Cristo, age por Cristo e vai para Cristo”,[22] e, parafraseando o autor de A imagem daquela noiteA aliança do sim e do não A Tua Cruz, Senhor..., fazermos, uma vez mais, a seguinte profissão de Fé:
Eu creio em Deus Eterno, Criador e Sumo Regente do Universo; creio na Alma, no Espírito Imortal; creio no livre-arbítrio, no poder optativo, deliberativo da Alma Humana e em sua capacidade de interferir nos acontecimentos históricos, erguendo as multidões e conduzindo-as. Creio em Cristo Rei e Redentor, o Deus Filho, Soberano e Sumo Bem do Cosmos, e na Luz que d’Ele desce e resplende muito mais do que todas as auroras e crepúsculos deste Mundo. Creio que aqueles que O invocam, que Lhe suplicam inspiração, que Lhe pedem com humildade Fé, Esperança, Caridade, Prudência, Justiça, Fortaleza, Temperança, Sabedoria, escutam as misteriosas harpas dos anjos da milícia celeste que despertaram, uma noite, em Belém da Judeia, os homens simples e de boa vontade para que louvassem o Senhor, o Messias, o Rei dos Reis, que acabara de nascer numa manjedoura.
Por Cristo me levantei; por Cristo quero um Brasil grande e forte; por Cristo ensino a doutrina da solidariedade humana e da harmonia social e defendo a Família, cellula mater da Sociedade, o Município,cellula mater da Nação, e todos os demais Grupos Sociais Naturais; por Cristo vos conclamo; por Cristo vos conduzo; por Cristo batalharei, estando disposto a sacrificar a própria vida por Ele e pela Nação.
Na hora da perseguição, das dificuldades e das incertezas para nós e para a Terra de Santa Cruz, quero contar conVosco, ó Cristo! Na hora do triunfo, quero construir conVosco. E quando nos chamarem fracos, ó Cristo, eu Vos peço, dai-nos, do alto da Vossa Divina Glória, a Vossa Fortaleza![23]

***

Como observamos em outra Mensagem de Natal e Ano-Novo,[24] a civilização ocidental da hora presente é essencialmente materialista, cientificista, tecnicista, epicurista e capitalista, nela reinando, em lugar do Cristo, Mamon e o Bezerro de Ouro. Daí ser um crime se chamar tal civilização de cristã, como bem assinalou Plínio Salgado,[25] que percebeu a grande necessidade que temos de uma profunda “revolução nos costumes, de sorte a repor a sociedade de hoje nas bases do espírito cristão”,[26] ou, em outras palavras, uma Revolução que restaure a autêntica Civilização Cristã sobre os escombros da civilização ocidental moderna.
Consoante igualmente observamos em outra Mensagem de Natal e Ano-Novo,[27] talvez o primeiro passo de tal Revolução seja a restauração do verdadeiro espírito do Natal, que é o aniversário natalício de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo e Redentor do Homem, e não a festa materialista do “Papai-Noel bonachão” e da árvore cheia de presentes caros para crianças ricas e contentes de que nos falou o poeta Alfredo Leite num de seus mais belos e tocantes poemas natalinos,[28] que mereceriam figurar numa antologia dos mais lindos poemas de Natal do nosso idioma.
Encerramos estas linhas rogando ao nosso Altíssimo Senhor Jesus Cristo, Rei Supremo, que ilumine os lares e as almas dos brasileiros e nos dê forças para prosseguir no bom combate por Seu Reino e pelo bem da Nação Brasileira, conscientes de que, como salientou Plínio Salgado, na trágica hora vivida pelo Mundo, só há uma solução para os problemas humanos e um só remédio para as dores, os medos e as apreensões que dominam o Orbe Terrestre: “a reconciliação verdadeira, sincera, profunda, fecunda, vivificante, com o Cristo”.[29]

Por Cristo Rei e Redentor e pela Terra de Santa Cruz!


Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira,
São Paulo, 24 de dezembro de 2016-LXXXIV.






[1] Cf. A MARCHA, Plínio Salgado falou aos estudantes da Universidade Católica de São Paulo, in A Marcha, ano I, n. 26, 14 de agosto de 1953, p. 1.
[2] Estado Corporativo, Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1937, p. 14.
[3] Primeiro, Cristo!, 4ª edição, in Obras Completas, volume 6, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1957, p. 171.
[4] Plínio Salgado na tradição do Brasil, in VV.AA., Plínio Salgado: “in memoriam”, volume II,  São Paulo, Voz do Oeste/Casa de Plínio Salgado, 1986, p. 52.
[5] A aliança do sim e do não, 4ª edição, in Obras Completas, volume 6, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1957, p. 88.
[6] Primeiro, Cristo!, 4ª edição, in Obras Completas, volume 6, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1957, p. 217.
[7] Idem, p. 233.
[8] Tais apelos se encontram nas encíclicas Caritate Christi Compulsi, dada em Roma a 3 de maio de 1932 (Disponível, em italiano, em: https://w2.vatican.va/content/pius-xi/it/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19320503_caritate-christi-compulsi.html. Acesso em 24 de dezembro de 2016) e Divini Redemptoris, dada em Roma a 19 de março de 1937 (Disponível, em português, em: https://w2.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris.html. Acesso em 24 de dezembro de 2016).
[9] Discorso di Sua Santità Pio XII al Sacro Collegio nella Festività di Sant’Eugenio (2/6/1948). Disponível em: https://w2.vatican.va/content/pius-xii/it/speeches/1948/documents/hf_p-xii_spe_19480602_sacro-collegio.html. Acesso em 24 de dezembro de 2016.
[10] Mensagem de Natal e Ano-Novo. Disponível em: http://www.integralismo.org.br/?cont=781&ox=326#.VnyhlFJhLQc. Acesso em 24 de dezembro de 2016.
[11]Primeiro, Cristo!, cit.
[12] ] Encíclica E Supremi Apostolatus, dada em Roma a 04 de outubro de 1903. Disponível (em latim) em:http://w2.vatican.va/content/pius-x/la/encyclicals/documents/hf_p-x_enc_04101903_e-supremi.html. Acesso em 24 de dezembro de 2016.
[13] Primeiro, Cristo!, cit., p. 147.
[14] O Rei dos Reis, in Obras Completas, volume 6, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1957, p. 291.
[15] Idem, p. 294.
[16] Primeiro, Cristo!, cit., p. 211.
[17] Idem, p. 206.
[18] Mensagem de Natal e Ano-Novo, cit.
[19] Primeiro, Cristo!, cit., p. 171.
[20] Idem, p. 168.
[21]  Carta de Natal e Fim de Ano, in O Integralismo perante a Nação, 4ª edição, in Obras completas, volume 9, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1957, p. 144.
[22] Cristo e o Estado Integral, in O Integralismo perante a Nação, 5ª edição, in Obras Completas, volume 9, cit., p. 201. Cristo e o Estado Integral é a peroração do discurso proferido por Plínio Salgado na Sessão Soleníssima das Cortes do Sigma, realizada a 12 de junho de 1937 no Instituto Nacional de Música, no Rio de Janeiro.
[23] Idem, pp. 202-203.
[24] Mensagem de Natal e Ano-Novo, cit.
[25] Espírito da burguesia, 6ª edição, in Obras Completas, volume 15, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1959, p. 171.
[26] Idem, pp. 170-171.
[27] Mensagem de Natal e Ano-Novo, cit.
[28] Com amor e devoção, São Paulo, GRD Edições, 2010, p. 53.
[29] A Tua Cruz, Senhor, 4ª edição, in Obras Completas, volume 18, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1959, p. 64. 


Thursday, March 15, 2012

O Integralista


O Integralista*



O Integralista é o soldado de Deus, da Pátria e da Família, o bandeirante de Cristo e da Nação, que construirá um Grande Império e restaurará, no Brasil, a autêntica Civilização Cristã.

O Integralista é o legionário da Fé e da Brasilidade, o Homem Novo desta Grande Nação do Ontem e do Amanhã, que, com têmpera de apóstolo e de combatente, derrotará o cepticismo, a apatia, a descrença, a covardia, o hedonismo e a avareza, fazendo triunfar o Espírito Nobre sobre o Espírito Burguês, Cristo sobre Mamon e o Bezerro de Ouro, Ariel sobre Calibã.

O Integralista é o contemporâneo do Porvir, que, defendendo os augustos valores do Passado, combate no Presente para se tornar senhor do Futuro. É, pois, aquele que se serve do Hoje para unir o Ontem ao Amanhã, tendo, graças ao conhecimento da História e da Tradição, sabedoria acumulada ao longo dos séculos e das gerações, a amplitude de visão necessária para efetivamente compreender os acontecimentos da hora que passa e antever aqueles dos dias vindouros. É, em uma palavra, o caminheiro do Pretérito, do Presente e do Porvir, que sabe buscar nos grandes exemplos do Ontem a seiva que vivifica a fé edificadora do Amanhã.

O Integralista é o cavaleiro da Nova Reconquista, da Nova Cruzada dos Tempos Novos, em que os inimigos não são as hordas maometanas, mas sim as hostes do materialismo e do Espírito da Burguesia, agentes, conscientes ou não, dos fariseus que controlam a internacional dourada e a internacional vermelha, da vil choldra de argentários que escraviza todas as Nações do Orbe e que se banqueteia, surda ao clamor e aos gemidos das multidões despossuídas.

 O Integralista é o arauto da Justiça, da Ordem, da Disciplina, do Bem Comum, da Harmonia Social, da Autoridade e da Liberdade, o paladino da Sociedade Orgânica e dos Grupos Naturais que a compõem, dos quais o primeiro e mais fundamental é a Família.

O Integralista é a pedra viva do Estado Integral, que não é senão o Estado Ético, antitotalitário e antiindividualista, meio e não fim da Pessoa Humana, e, nas inspiradas palavras de Plínio Salgado, “o Estado que vem de Cristo, inspira-se em Cristo, age por Cristo e vai para Cristo” [1].

O Integralista é um modelo de sacrifício e de abnegação em prol da Nação, que ama acima de tudo, exceto de Deus e dos princípios morais e sociais decorrentes da Sua Lei, estando disposto a tudo dar ao Brasil, inclusive a vida, sem nada pedir em troca e, como salienta Gustavo Barroso, a regar as “Sagradas Tradições Cristãs do Brasil”, se necessário for, com o “próprio sangue para que melhor resplandeçam no futuro” [2].

O Integralista é, por fim, aquele que, como seus maiores que a seu lado caminham, ombro a ombro, prefere quebrar a vergar e, como o papagaio do Ganges, do velho mito narrado nas páginas do Tripitaka e evocado por Gustavo Barroso [3], está sempre cumprindo o seu dever, não se preocupando com os resultados.



Por Cristo e pela Nação!

Victor Emanuel Vilela Barbuy

São Paulo, 28 de fevereiro de 2012.



[1] SALGADO, Plínio. Cristo e o Estado Integral (peroração de discurso proferido a 12 de junho de 1937, na Sessão Soleníssima das Cortes do Sigma). In Idem. O Integralismo perante a Nação. 4ª ed. In Idem. Obras Completas. 2ª ed., vol. IX. São Paulo: Editora das Américas, 1959, p. 201.

[2] BARROSO, Gustavo. Breviário do Camisa-Verde. Apud Idem. Comunismo, Cristianismo e Corporativismo. Rio de Janeiro: Empresa Editora ABC Limitada, 1938, p. 99.

[3] Idem. Espírito do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S/A, 1936, pp. 289-290. Segue, nas palavras de Barroso, a história do papagaio do Ganges: “Certa vez, um papagaio, regressando à floresta onde morava, nas margens do Ganges, pousou instantes numa árvore da montanha próxima. E todos os animais que ali viviam o receberam com as melhores provas de agrado, pedindo-lhe muito que ficasse vivendo com eles. O papagaio recusou polidamente, mas não esqueceu aquela boa acolhida.

Tempos depois, temeroso incêndio irrompeu nas matas dessa montanha e começou a devorá-las rapidamente. Todos os animais, loucos de pavor, fugiam ou gritavam. As fêmeas corriam aos ninhos para salvar os filhos. O papagaio, vendo o que se passava, ficou muito aflito. Correu ao rio, meteu-se na água e começou a voar sobre as chamas. Com a água que conseguia trazer nas penas das asas aspergia o fogo, a fim de apagá-lo. Ia ao rio e vinha incessantemente, repetindo essa manobra, quando um abutre do pescoço pelado, que calmamente esperava o fim do incêndio para devorar os pobres bichos grelhados, lhe disse com risinho de zombaria:
- Ó papagaio, que tolice é essa que estás fazendo? Não vês que esses pinguinhos de água não extinguirão o incêndio da floresta?
O papagaio replicou-lhe com desprezo:
- O que menos me preocupa, abutre, é o resultado. Estou cumprindo meu dever”.

  

*Texto publicado no boletim Ação!, ano I, nº 6, janeiro-fevereiro de 2012, p. 4.